
Após o implante dentário, pode comer normal? [Dicas]
02/01/2026
Enxerto Ósseo para Implante Dentário: o que é, como funciona e custos
02/10/2026Os principais itens que compõem o valor do implante
1) Consulta, avaliação e plano de tratamento
Aqui entra o tempo do profissional para examinar sua boca, revisar histórico de saúde, avaliar gengiva e mordida, e definir o plano mais previsível.
Pergunta-chave: “O plano inclui opções e justificativa clínica (por que esse tipo de implante/prótese)?”
2) Exames e imagem (e por que isso muda o custo)
O implante precisa de planejamento preciso de osso, nervos e seio maxilar. Normalmente inclui:
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Radiografias
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Modelos/escaneamento intraoral (quando usado)
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Tomografia (em muitos casos)
Orçamento bom especifica: quais exames estão inclusos, e se são feitos na clínica ou em laboratório terceirizado.
3) Materiais do implante (marca, conexão, superfície, garantia)
O “parafuso” do implante e seus componentes variam por:
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Marca e procedência
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Tipo de conexão (como as peças “encaixam”)
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Tratamentos de superfície (aderência ao osso)
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Disponibilidade de peças no longo prazo
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Garantia e rastreabilidade
Como comparar: peça o nome do sistema e a nota/registro do lote. Materiais devem ser regularizados pela ANVISA.
4) Cirurgia: complexidade e técnica usada
O custo muda conforme o caso exige:
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Extração e implante no mesmo ato (quando indicado)
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Retalho e sutura mais extensa
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Cirurgia guiada (por planejamento digital e guia cirúrgico)
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Sedação/monitoramento (quando oferecido)
Atenção: “cirurgia simples” e “cirurgia complexa” não são marketing — é anatomia e risco clínico.
5) Enxerto ósseo e procedimentos complementares
Esse é um dos maiores “divisores” de preço. Pode entrar:
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Enxerto ósseo (particulado/bloco)
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Membranas e biomateriais
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Levantamento de seio maxilar (em alguns casos)
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Tratamento gengival/peri-implantar
Dica prática: se um orçamento é bem mais barato, confirme se enxerto e membranas estão inclusos (ou se serão cobrados depois).
6) A prótese: onde muita gente se confunde
Muita gente compara “implante” e esquece da prótese, que costuma representar grande parte do valor.
A prótese pode ser:
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Coroa unitária (um dente)
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Ponte (vários dentes com menos implantes)
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Protocolo (arcada completa fixa)
E os materiais variam, por exemplo:
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Metalocerâmica
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Zircônia
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Resina premium
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Estruturas usinadas (CAD/CAM)
Pergunta-chave: “O orçamento inclui a prótese definitiva? Qual material e qual laboratório?”
7) Componentes protéticos (pilares/abutments e intermediários)
Pode parecer “detalhe”, mas muda custo e durabilidade:
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Pilar (abutment) personalizado ou padrão
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Parafusos protéticos
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Componentes originais vs compatíveis
Compare assim: peça a lista de componentes e se são originais do sistema.
8) Laboratório e tecnologia (CAD/CAM, escaneamento, guia)
Tratamentos com alta previsibilidade normalmente envolvem:
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Escaneamento e desenho digital
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Fresagem/usinagem
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Guia cirúrgico
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Controle de oclusão (mordida) com mais refinamento
Nem sempre o “mais tecnológico” é obrigatório, mas quando bem indicado aumenta conforto e previsibilidade — e tem custo.
9) Pós-operatório, revisões e manutenção
Implante é “colocar e esquecer”? Não. Você precisa de acompanhamento.
Verifique se inclui:
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Consultas de revisão
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Ajustes protéticos
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Radiografias de controle (quando necessárias)
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Orientações de higiene e manutenção
Um orçamento bom define: número de retornos inclusos e o que é cobrado à parte.




