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07/20/2019A higiene bucal é um cuidado diário com o qual não podemos ser negligentes. E engana-se quem acha que é somente a saúde da boca que está em jogo.
Os micro-organismos que se desenvolvem entre os dentes podem atingir a corrente sanguínea e chegar a outras partes do corpo. Assim, podemos estar sujeitos a doenças sérias como a endocardite. É justamente sobre esse transtorno que vamos conversar hoje.
Neste artigo, você saberá o que é a endocardite bacteriana e as principais características da doença. Além, é claro, de métodos de prevenção e tratamento. Acompanhe as dicas! Fique atento a essa dica. Visite nosso site e conheça o que podemos fazer para te ajudar.
O que é a endocardite bacteriana?
Por não ser um assunto recorrente, é bem provável que você nunca tenha ouvido falar da doença e esteja se perguntando o que é a endocardite bacteriana. Pois bem, esse distúrbio consiste em uma inflamação da membrana que reveste internamente as válvulas cardíacas e o coração.
Como bem sabemos, o coração é o principal órgão do sistema cardiovascular. Ele precisa estar em perfeitas condições para bombear o sangue que irriga todo o nosso corpo.
No coração há três estruturas particulares chamadas miocárdio, pericárdio e endocárdio. O primeiro é uma camada espessa, com a função de contrair e relaxar o músculo. O segundo é uma bolsa fibrosa que protege a parte externa do músculo cardíaco.
Já o endocárdio é uma membrana fina e lisa que tem o objetivo de revestir a parte interna do miocárdio e das válvulas do coração. É essa estrutura que impede a formação de trombos.
Porém, a endocardite provoca uma inflamação perigosíssima na região, comprometendo o seu desempenho. A propósito, como você deve ter percebido, o nome da doença faz referência ao local que ela afeta.
Agora que você já sabe o que é a endocardite bacteriana, vamos analisar as suas variações. Esse é o assunto do próximo tópico.
Tipos de endocardite
A endocardite pode ser provocada por fungos, vírus e outras origens diversas. No entanto, a maior parte dos casos ocorre por influência de bactérias que penetram na corrente sanguínea e que se fixam no coração.
Podemos classificar a doença em dois tipos:
- Endocardite trombótica: é uma variação não infecciosa do transtorno, porém de baixa incidência. No geral, ela se manifesta como consequência de outros problemas de saúde como por exemplo o lúpus;
- Endocardite bacteriana: também chamada endocardite infecciosa, é a variação mais incidente da doença. Ela se manifesta por causa de bactérias que adentram o fluxo sanguíneo, normalmente provenientes da boca. Os micro-organismos se instalam e se multiplicam no coração, comprometendo o seu funcionamento.
Nos dois casos, pode ocorrer a obstrução de artérias. Sendo assim, há riscos de trombose, AVC, insuficiência renal aguda, embolia pulmonar, entre outras complicações graves.
Agentes causadores da doença
A endocardite bacteriana está associada a alguns tipos de bactérias que o sistema imunológico tem dificuldade de controlar. Dependendo da espécie da bactéria, a doença pode ser aguda ou subaguda, como você pode conferir abaixo:
- Endocardite bacteriana aguda: na maioria dos casos acontece pela ação da bactéria ‘Staphylococcus Aureus’. Ela é perigosa e faz com que a doença evolua rapidamente, afetando os pulmões, o cérebro, os rins e o fígado. Se não tratada, ela pode levar à morte em somente 6 semanas;
- Endocardite bacteriana subaguda: usualmente é causada pelas bactérias ‘Streptococcus viridans’, ‘Staphylococcus Sp’ e ‘Enterococcus Sp’. Nesse caso, a doença evolui lentamente, persistindo por até 1 ano. Também pode ser fatal.
Sintomas de endocardite bacteriana
Nem sempre o diagnóstico da doença é obtido com facilidade. Afinal de contas, os sintomas são semelhantes aos que decorrem de outras doenças. Esse é mais um motivo para que se divulgue cada vez mais o que é a endocardite bacteriana e mais pessoas estejam cientes de tal risco.
Alguns sinais e indicativos de que um indivíduo possa estar com endocardite bacteriana são:
- Febre alta, suores noturnos e calafrios;
- Inchaços nos pés e nas pernas;
- Aumento da circunferência abdominal;
- Dores no peito, nos músculos e nas articulações;
- Cansaço constante e intenso;
- Falta de apetite;
- Perda de peso;
- Manchas vermelhas ou roxas pelo corpo e na parte branca dos olhos;
- Nódulos macios nas extremidades dos dedos dos pés ou das mãos;
- Áreas com sangramento não doloroso na planta dos pés ou na palma das mãos;
- Hemorragias nos olhos e na retina.
Como é feito o tratamento
Quanto antes for diagnosticada a endocardite e começar o tratamento, melhor. Esse é um procedimento que deve ser realizado em ambiente hospitalar, pois envolve a administração de altas doses de antibióticos nas vias venosas por diversas semanas consecutivas.
O tipo de antibiótico utilizado é o de amplo espectro, ou seja, aquele que é capaz de combater o maior número possível de bactérias suspeitas. Contudo, caso o medicamento não apresente efeitos positivos, é necessário recorrer a uma cirurgia que melhore o desempenho das válvulas do coração.
Como prevenir a endocardite bacteriana
Quando nos deparamos com alertas sobre o que é a endocardite bacteriana e quais são as suas consequências, passamos a ter mais cuidado e tomar atitudes preventivas. É exatamente dicas sobre essas práticas que você vai receber agora.
De acordo com estudos da American Heart Association (a Associação Americana do Coração), a melhor forma de reduzir as chances de contrair a doença é evitando a exposição diária às bactérias responsáveis pelo problema.
Para tanto, precisamos ser criteriosos com a saúde bucal. Confira algumas das principais recomendações:
- Escovar os dentes diversas vezes ao dia, em especial pela manhã e após cada uma das refeições;
- Usar fio dental para remover restos de alimentos retidos entre os dentes, pois sua permanência aumenta o risco de cáries e de placas bacterianas;
- Visitar o dentista ao menos 2 vezes por ano para limpezas e exames de rotina;
- Reduzir o consumo de comidas ricas em açúcares;
- Não fumar;
- Estar atento a sangramentos e inflamações na gengiva;
- Investigar as causas do mau hálito, caso tenha.
E então, conseguiu compreender melhor o que é a endocardite bacteriana? Se existe algum histórico de problemas cardíacos você deve procurar o dentista regularmente para manter os dentes saudáveis, com ótima higienização bucal.




